A Matemática surge até aos nossos tempos através de uma evolução que, de algum modo, acompanha a da Humanidade. Grandes feitos e grandes vultos estiveram por trás de tal evolução. Deste modo, a grandiosidade das obras/descobertas efectuadas pelo Homem surge como elemento de estudo na História da Matemática. Podemos assim analisar a dimensão da actividade laboral e intelectual do Ser humano que está por detrás desta ciência. Podemos de igual modo constatar outros aspectos de relevo, como algumas curiosidades: o primeiro quadrado mágico surgiu na China, desenhado na carapaça de uma tartaruga! Na Idade Média a principal função dos matemáticos era fazer previsões astrológicas! O cubo mágico tem mais de 43 triliões de possibilidades mas há pessoas que o conseguem resolver em menos de um minuto!
Ao nível pedagógico, é de destacar a importância em propor aos alunos trabalhos sobre temas ligados à História da Matemática, confrontar os processos/técnicas actuais com as de outros tempos, resolver problemas por processos antigos, compreender as formas de raciocinar desses tempos, e perceber a importância da evolução da Matemática na modernização da nossa sociedade.
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Para quem acabou de obter uma licenciatura e se encontra no desemprego poderá interessar-lhe a seguinte notícia
"Estamos à procura de licenciados nas áreas de matemática, biologia, física e
química, para dar aulas em Angola.
http://leigosboanova.cjb.net
http://clientes.netvisao.pt/eduard20/portugue/gabelapr.htm
"Estamos à procura de licenciados nas áreas de matemática, biologia, física e
química, para dar aulas em Angola.
http://leigosboanova.cjb.net
http://clientes.netvisao.pt/eduard20/portugue/gabelapr.htm
sexta-feira, janeiro 16, 2004
Formar ou deformar? Grupo ou individualismo? Que significados atribuir? Ausência de palavra ou simplesmente uma mera disjunção/conjunção de interesses e de sentimentos? Qual o valor lógico de uma afirmação criada no plural, que a ausência tende a conjecturar como sendo uma negação ou uma implicação?
sábado, dezembro 13, 2003
Sendo o ProfMat um encontro que reflecte a vitalidade dos professores de Matemática, a participação em tal evento permite observar, ouvir e explorar um conjunto de acções com a finalidade de reflectir o que se vai fazendo e o que se pode fazer no Ensino da Matemática. Este ano a minha participação fez com que baptizasse três ex-estagiárias em tais andanças. Para além da novidade de tudo que envolve os ProfMats para estas participantes, começarem a sua participação com uma comunicação, foi de facto uma experiência que jamais esquecerei. O brio profissional com que, ao longo da elaboração dos seus textos e das comunicações, cada uma delas manifestou foi uma experiência que jamais tinha vivenciado. Só por isso valeu a pena ter participado no ProfMat 2003.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Parabéns
Queria felicitar a Vanda e o Professor Floriano, pela comunicação que levaram ao ProfMat. Sei que trabalharam em parceria e que foi uma opurtunidade muito enriquecedora para ambos. É bom ver que os nossos Professores confiam em nós e que nos abrem caminho para um "mundo" que por vezes pensamos ser apenas de quem já tem muita experiência. Fica também um alerta para os novos estagiários, ser estagiário não é ser menos capaz... E lembrem-se que partilhar experiências não nos deixa mais pobres, é partilhando que se evolui.
quarta-feira, novembro 26, 2003
ProfMat2003
Como todos devem saber, decorreu na semana passada o ProfMat2003 na cidade de Santarém.
Estive presente e participei neste encontro com a apresentação da comunicação “Abordagem da Estatística do 7º ano de escolaridade através de uma WebQuest”.
Começo por salientar o quão enriquecedor foi, em parceria com o professor Floriano, todo o processo de elaboração de uma comunicação sobre uma metodologia de pesquisa na Internet, a WebQuest, construída colaborativamente com os meus colegas de estágio, Sílvia e Paulo. Nesta comunicação, abordamos o conceito de WebQuest, as suas componentes, o trabalho colaborativo entre os estagiários e o nosso orientador, o professor Floriano, evidenciando a minha reacção e a dos meus alunos, relativamente à experiência desenvolvida.
Foi fantástico ter estado naquele frenesim dos corredores do Instituto politécnico de Santarém, ver algumas caras conhecidas como professores do liceu e da Universidade e sentir-me rodeada por uma enorme quantidade de pessoas com muito valor e que estavam lá para comunicar connosco através de um vastíssimo conjunto de painéis, conferências, grupos de discussão, comunicações, sessões práticas, apresentações de projectos e materiais relativos à Matemática e ao ensino da Matemática.
Gostei particularmente do dia em que apresentei a comunicação. Senti-me muito feliz por poder transmitir e partilhar com outros professores, uma experiência à qual tinha dedicado muita atenção e empenho.
A participação no ProfMat veio contribuir para o meu entusiasmo, dando-me força para continuar a procurar e experimentar novas práticas no ensino e avaliação dos alunos, com recurso às tecnologias.
Neste momento, como alguns de vocês, não estou a leccionar, daí ter sido tão importante esta vivência no ProfMat, que me incentivou a não desistir de permanecer em contacto com este mundo da Educação Matemática.
Estive presente e participei neste encontro com a apresentação da comunicação “Abordagem da Estatística do 7º ano de escolaridade através de uma WebQuest”.
Começo por salientar o quão enriquecedor foi, em parceria com o professor Floriano, todo o processo de elaboração de uma comunicação sobre uma metodologia de pesquisa na Internet, a WebQuest, construída colaborativamente com os meus colegas de estágio, Sílvia e Paulo. Nesta comunicação, abordamos o conceito de WebQuest, as suas componentes, o trabalho colaborativo entre os estagiários e o nosso orientador, o professor Floriano, evidenciando a minha reacção e a dos meus alunos, relativamente à experiência desenvolvida.
Foi fantástico ter estado naquele frenesim dos corredores do Instituto politécnico de Santarém, ver algumas caras conhecidas como professores do liceu e da Universidade e sentir-me rodeada por uma enorme quantidade de pessoas com muito valor e que estavam lá para comunicar connosco através de um vastíssimo conjunto de painéis, conferências, grupos de discussão, comunicações, sessões práticas, apresentações de projectos e materiais relativos à Matemática e ao ensino da Matemática.
Gostei particularmente do dia em que apresentei a comunicação. Senti-me muito feliz por poder transmitir e partilhar com outros professores, uma experiência à qual tinha dedicado muita atenção e empenho.
A participação no ProfMat veio contribuir para o meu entusiasmo, dando-me força para continuar a procurar e experimentar novas práticas no ensino e avaliação dos alunos, com recurso às tecnologias.
Neste momento, como alguns de vocês, não estou a leccionar, daí ter sido tão importante esta vivência no ProfMat, que me incentivou a não desistir de permanecer em contacto com este mundo da Educação Matemática.
segunda-feira, novembro 17, 2003
O erro da TV
Não sei se já souberam da gafe cometida numa das sessões do concurso "Quem quer ser milionário". Uma das questões colocadas à concorrente foi: "Quantas faces tem um trapézio?" Será que, para alguns, face e lado é a mesma coisa, será que a matemática continua a ser um bicho papão ou a ignorância é tanta que asneiras destas passam despercebidas?
sexta-feira, novembro 14, 2003
Na implementação de estratégias em grupo, a utilização das TIC podem favorecer a discussão na aprendizagem de conceitos matemáticos. Para isso as escolas têm que ter espaços próprios, nomeadamente salas equipadas com os recursos que tal utilização seja possível. Proporcionar oportunidades aos alunos se envolverem matematicamente, explorando, conjecturando propriedaes/relações de modo a incentivar os alunos à discussão dos diferentes resultados obtidos.
quinta-feira, outubro 16, 2003
Governo inglês recruta professores da UE. Numa altura em que há milhares de professores portugueses desempregados, as escolas britânicas continuam a abrir as portas a profissionais estrangeiros. A campanha enaltece os méritos e vantagens da profissão. (In http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20031016_3326)
quarta-feira, outubro 15, 2003
A partir do dia 13 de Outubro, os professores não colocados podem apresentar as suas candidaturas directamente nas escolas, para serem colocados em horários supervenientes." (In http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20031010_3314)
sábado, outubro 11, 2003
A implementação de estratégias em grupo, onde os alunos têm a oportunidade de debater e de esclarecer diferentes ideias sobre um dado assunto matemático, não favorecerá quer o aluno na sua aprendizagem, quer o professor em procurar ouvir mais os seus alunos? Será difícil incutir nos alunos uma cultura de interagirem uns com os outros e de procurarem dar uma resposta válida mas diferente do que a que já foi apresentada?
terça-feira, setembro 23, 2003
Quando um aluno diz que não gosta de Matemática porque os professores não se preocupam em ouvir aquilo que pensa, na minha opinião, demonstra que o aluno está muito interessado em aprender Matemática. Esta situação revela algumas condicionantes para a aprendizagem Matemática na sala de aula.
Quando um professor está na sala de aula, por um lado, tem como principal objectivo ensinar os alunos a aprender construindo bases sólidas para a aprendizagem que vão desenvolver durante toda a sua vida, o que implica ouvir as opiniões dos alunos.
Por outro lado, há um programa para cumprir e o tempo limitado de uma aula que é muito curto.
Assim, ouvir constantemente as opiniões de todos os alunos quase que pode ser considerada uma utopia. Sem dúvida que devemos ser utópicos, mas por vezes é preciso assentar os pés na terra e ver o que é possível em cada situação.
De facto, na minha opinião, devemos ouvir o mais possível a opinião dos alunos... mas será que pode ser sempre atendendo a que o tempo de que dispomos é tão escasso?
Uma professora que conheço, já muito experiente com um currículo invejável, relata: “Dos alunos mais pequenos aos maiores ficou a certeza de que o tempo que lhes dediquei foi sempre insuficiente para o que gostaria que eles tivessem aprendido”. É esse o meu sentimento relativamente ao ano lectivo anterior, ano do meu estágio, senti que não tive tempo para ensinar aos meus alunos tudo o que pretendia... mas por outro lado sinto-me feliz pelo que lhes consegui ensinar, e não falo apenas de conhecimentos matemáticos, falo também de valores, pois um professor é acima de tudo um educador.
Fica a convicção de que é muito importante acreditarmos no nosso trabalho e, acima de tudo, que podemos fazer mais e melhor.
Quando um professor está na sala de aula, por um lado, tem como principal objectivo ensinar os alunos a aprender construindo bases sólidas para a aprendizagem que vão desenvolver durante toda a sua vida, o que implica ouvir as opiniões dos alunos.
Por outro lado, há um programa para cumprir e o tempo limitado de uma aula que é muito curto.
Assim, ouvir constantemente as opiniões de todos os alunos quase que pode ser considerada uma utopia. Sem dúvida que devemos ser utópicos, mas por vezes é preciso assentar os pés na terra e ver o que é possível em cada situação.
De facto, na minha opinião, devemos ouvir o mais possível a opinião dos alunos... mas será que pode ser sempre atendendo a que o tempo de que dispomos é tão escasso?
Uma professora que conheço, já muito experiente com um currículo invejável, relata: “Dos alunos mais pequenos aos maiores ficou a certeza de que o tempo que lhes dediquei foi sempre insuficiente para o que gostaria que eles tivessem aprendido”. É esse o meu sentimento relativamente ao ano lectivo anterior, ano do meu estágio, senti que não tive tempo para ensinar aos meus alunos tudo o que pretendia... mas por outro lado sinto-me feliz pelo que lhes consegui ensinar, e não falo apenas de conhecimentos matemáticos, falo também de valores, pois um professor é acima de tudo um educador.
Fica a convicção de que é muito importante acreditarmos no nosso trabalho e, acima de tudo, que podemos fazer mais e melhor.
domingo, setembro 14, 2003
terça-feira, setembro 02, 2003
quarta-feira, agosto 27, 2003
Todos nós passamos por experiências similares às relatadas pela Sara, pela Lara e pela Sofia. No processo da avaliação dos alunos, o papel que os directores de turma desempenham é, na minha opinião, demasiado complexo e de muita responsabilidade. Complexo, pela dificuldade de conciliar ideias e estratégias com todos os professores da turma; cada um pensa e actua à sua maneira. Responsabilidade, pelo acto social que caracteriza o processo de avaliação: até que ponto se estará a penalizar ou a benefeciar o futuro dos alunos? Contudo, tais experiências, que nos ajudam a crescer profissionalmente, fazem parte do currículo oculto da nossa profissão.
sexta-feira, julho 25, 2003
Infelizmente, o testemunho deixado pela Lara não é espécie rara ao longo da nossa profissão. Já passei por imensos casos destes ao longo da minha ainda curta experiência e, talvez por isso, nas reuniões de conselho de turma a que presido sou sempre a última a dar a opinião acerca da passagem ou retenção de um aluno. Por este motivo, já ouvi comentários do tipo: "Estou admirada! Rara é a directora de turma que não tenta puxar as notas dos seus alunos para eles passarem!" Só para fazerem uma ideia, este ano a minha direcção de turma era considerada a melhor do seu ano. No entanto, foi aquela em que reprovaram mais alunos.
Muitas vezes, questiono se estou a fazer bem ou mal, mas algumas situações que já vivi ao longo da minha actividade profissional têm vindo a dar-me razão.
Muitas vezes, questiono se estou a fazer bem ou mal, mas algumas situações que já vivi ao longo da minha actividade profissional têm vindo a dar-me razão.
sábado, julho 19, 2003
Nesta minha primeira leitura, constatei que aqui se debate um tema, muito interessante, que também me deixou muito decepcionada na minha experiência como estagiária: as REUNIÕES! Felizmente, aqui senti que algumas pessoas partilham, pelo menos em parte, a minha opinião. Gostaria de partilhar um momento muito especial da minha última reunião de conselho de turma do 8ºano... comentários deixarei para quem ler este breve testemunho....
Para melhor poder descrever o que se passou, vou tratar por "Zé" um dado aluno da minha turma. Fazendo uma breve contextualização, o "Zé" é um aluno que apesar de não ter dificuldades de aprendizagem, não revelou desde o inicio do ano qualquer interesse por nenhuma disciplina. Foi alvo de diversas faltas disciplinares (apesar de na minha disciplina não ter nenhuma pois nunca me faltou ao respeito, nem teve atitudes perturbadoras), nunca fez o trabalho de casa a nenhuma disciplina e apenas se interessava em gozar com alguns dos seus professores.
No momento em que se conferiam as notas lendo-as em voz alta, a directora de turma transmitiu que esse aluno apenas tinha 3 negativas e que por isso iria transitar de ano. O meu espanto foi tal que comentei:"Estou admirada!" . Após um breve murmurinho, um dos colegas diz que a sua nota está errada pois o "Zé" tinha avaliação negativa na sua disciplina. De seguida, outra colega disse que apenas deu classificação positiva porque a directora de turma tinha "pedido" dado que o aluno apenas tinha 3 negativas , e com a dela seriam quatro. Ou seja, o aluno na realidade tinha 5 negativas, mas tinham sido camufladas pela directora de turma!
Após uma demorada discussão de mais de 30 minutos, outra colega decide mudar a sua nota e dar classificação positiva porque tinha "pena" do aluno. O "Zé" nessa disciplina tinha obtido apenas duas classificações positivas baixas ao longo de todo o ano, e o comportamento bem como a sua aplicação já foi descrita. Para meu espanto, a directora de turma mais uma vez manobrou as notas de alguns colegas (que permitiram!) e o aluno transitou! A partir desse momento, dadas as comparações inevitáveis todas os outros alunos tiveram de passar, e apenas ficaram retidos dois alunos.
A minha revolta foi notória, e a questão que levantei foi: "Um aluno que nunca se esforçou para alcançar resultados positivos, que teve comportamentos inaceitáveis com alguns professores, que nem sequer obteve resultados positivos em 5 disciplinas, e transita de ano, qual acham que vai ser o seu comportamento e as suas atitudes no próximo ano lectivo?". Mas a culpa desta e muitas outras situações, que se geram nas escolas, será que é dos alunos? Da falta de educação/família? Ou será que é de alguns professores?
Sempre pensei que os professores tivessem um papel fundamental no combate à indisciplina... afinal foi assim que esse assunto foi debatido ao longo da minha licenciatura... fiquei "chocada" e de certa forma desiludida por ver colegas a premiar e a colaborar com esse tipo de comportamentos! Apenas espero que tenha sido um caso particular, mas sinto que muita coisa tem de ser feita para melhorar o ensino... e nós que ainda estamos a começar temos de ser capazes de combater com as poucas "armas" que ainda temos situações como estas... e não podemos nos deixar intimidar por comentários do género "São estagiários", "São inexperientes",... pois não somos nós que estamos errados! E só assim é que um dia poderemos sonhar com um ensino justo e coerente, para as gerações que nos seguirão!
Para melhor poder descrever o que se passou, vou tratar por "Zé" um dado aluno da minha turma. Fazendo uma breve contextualização, o "Zé" é um aluno que apesar de não ter dificuldades de aprendizagem, não revelou desde o inicio do ano qualquer interesse por nenhuma disciplina. Foi alvo de diversas faltas disciplinares (apesar de na minha disciplina não ter nenhuma pois nunca me faltou ao respeito, nem teve atitudes perturbadoras), nunca fez o trabalho de casa a nenhuma disciplina e apenas se interessava em gozar com alguns dos seus professores.
No momento em que se conferiam as notas lendo-as em voz alta, a directora de turma transmitiu que esse aluno apenas tinha 3 negativas e que por isso iria transitar de ano. O meu espanto foi tal que comentei:"Estou admirada!" . Após um breve murmurinho, um dos colegas diz que a sua nota está errada pois o "Zé" tinha avaliação negativa na sua disciplina. De seguida, outra colega disse que apenas deu classificação positiva porque a directora de turma tinha "pedido" dado que o aluno apenas tinha 3 negativas , e com a dela seriam quatro. Ou seja, o aluno na realidade tinha 5 negativas, mas tinham sido camufladas pela directora de turma!
Após uma demorada discussão de mais de 30 minutos, outra colega decide mudar a sua nota e dar classificação positiva porque tinha "pena" do aluno. O "Zé" nessa disciplina tinha obtido apenas duas classificações positivas baixas ao longo de todo o ano, e o comportamento bem como a sua aplicação já foi descrita. Para meu espanto, a directora de turma mais uma vez manobrou as notas de alguns colegas (que permitiram!) e o aluno transitou! A partir desse momento, dadas as comparações inevitáveis todas os outros alunos tiveram de passar, e apenas ficaram retidos dois alunos.
A minha revolta foi notória, e a questão que levantei foi: "Um aluno que nunca se esforçou para alcançar resultados positivos, que teve comportamentos inaceitáveis com alguns professores, que nem sequer obteve resultados positivos em 5 disciplinas, e transita de ano, qual acham que vai ser o seu comportamento e as suas atitudes no próximo ano lectivo?". Mas a culpa desta e muitas outras situações, que se geram nas escolas, será que é dos alunos? Da falta de educação/família? Ou será que é de alguns professores?
Sempre pensei que os professores tivessem um papel fundamental no combate à indisciplina... afinal foi assim que esse assunto foi debatido ao longo da minha licenciatura... fiquei "chocada" e de certa forma desiludida por ver colegas a premiar e a colaborar com esse tipo de comportamentos! Apenas espero que tenha sido um caso particular, mas sinto que muita coisa tem de ser feita para melhorar o ensino... e nós que ainda estamos a começar temos de ser capazes de combater com as poucas "armas" que ainda temos situações como estas... e não podemos nos deixar intimidar por comentários do género "São estagiários", "São inexperientes",... pois não somos nós que estamos errados! E só assim é que um dia poderemos sonhar com um ensino justo e coerente, para as gerações que nos seguirão!
quarta-feira, julho 16, 2003
No que respeita à existência destas reúniões e da análise de decretos e mais decretos, penso que faz parte da nossa profissão uma constante pesquisa e consequentemente um estudo de tais leis. Não considero assim tão importante uma disciplina na Universidade para nos dar conhecimento de todas estas borucracias. O que eu penso realmente é que estas reuniões não são aproveitadas para proveito do ALUNO. A culpa é nossa!!! Em todas as reúniões do meu 7º Ano insisti para criarmos estratégias para melhorar o comportamento de alguns alunos mas sentia o olhar dos meus colegas e quase que posso adivinhar os seus pensamentos: " É estagiária! Vamos despachar-nos!". Mas a verdade é que se um qualquer professor levar um assunto para a reunião o Conselho de Turma tem que debater o assunto, assim, pelo menos isto está nas nossas mãos mudar !!!
sexta-feira, julho 04, 2003
Partilho da opinião do Paulo, é necessário sair da universidade com conhecimentos mais práticos que nos facilitem a integração na realidade escolar. Disciplinas como Desenvolvimento Curricular e Organizaçao, deveriam na minha opinião ser mais concretas e menos teóricas. Deveriamos ter oportunidade de visualizar porque não algumas reuniões (em video), para assim termos ideia de como funcionam e da realidade que nos espera.
Relativamente às reuniões de Grupo e Departamento, que existem ao longo do ano lectivo e que só se realizam porque tem de ser. Penso que nestas, deveriam ser analisados os decretos de lei mais recentes e tudo aquilo que seja pertinente para um professor.
O que me fui apercebendo é que um professor vai crescendo com a prática e tem que efectuar um estudo continuo para se sentir preparado nos mais diversos aspectos.
Relativamente às reuniões de Grupo e Departamento, que existem ao longo do ano lectivo e que só se realizam porque tem de ser. Penso que nestas, deveriam ser analisados os decretos de lei mais recentes e tudo aquilo que seja pertinente para um professor.
O que me fui apercebendo é que um professor vai crescendo com a prática e tem que efectuar um estudo continuo para se sentir preparado nos mais diversos aspectos.
quinta-feira, julho 03, 2003
Relativamente ao que o Paulo refere, quanto ao stress das reuniões e de determinadas burocracias da escola, os normativos estudados em disciplinas como Desenvolvimento Curricular e Organizacão e Administração Escolar não são suficientes? Como operacionalizar tal ideia numa cadeira como a de Metodologia. Criar cenários ficticios? Analisar documentação? Tal ritual não fará parte da aprendizagem com a prática? Não esquecer que a prática será a Universidade da vossa vida profissional. Pergunto-vos se nessas reuniães debatem estratágias para minimizar determinados comportamentos dos alunos, em elevar os indices de sucesso, em dialogar com os pais, em criar hábitos de trabalho nos alunos, ...
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