Atendendo à importância do papel dos media na transmissão de informação, e porque não dizer de Educare o cidadão, destaco dois programas de televisão que de alguma forma desvirtuam os processos actuais do Ensino. Num deles, o professor surge como o detentor da sabedoria e da seriedade. Os assuntos são tratados com alguma imaginação e o enredo relembra a algumas pessoas os saudosos tempos em que decorar a matéria é que era ensinar/aprender. O aluno navega à volta de trocadilhos e de asneiras constantes e os processos de aprendizagem saiem desta forma desvirtuados. Contudo, é o segundo programa que me faz levantar algumas questões quanto ao seu desempenho. Cada vez que a professora questiona alguns dos seus pressupostos alunos, a imaginação destes, em vez de se centrar nos aspectos do conhecimento, valoriza a resposta desprovida de qualquer significado educativo. Respostas descabidas, cujo valor televisivo surge, na minha opinião, no foco das câmaras nas expressões faciais das personagens. Como exemplo, a professora pergunta aos alunos onde têm o caderno de Matemática, ao que um aluno responde que não o tem porque o caderno estava com problemas e foi ao psiquiatra. Respostas deste tipo levam a que a professora fique sempre estupefacta pelo seu teor.
A facilidade com que hoje em dia os jovens apreendem/emitam determinado tipo de situações, leva-me a questionar se o Canal em questão não terá alguém com bom senso que problematize a qualidade de conteúdo de alguns desses sketchs. Por acaso têm filhos a frequentar a escola? Observem as suas reacções em alguns desses diálogos, e verão que são eles os primeiros a chameram a vossa atenção!
domingo, janeiro 02, 2005
domingo, outubro 31, 2004
Explicações justificam boas posições no 'ranking' das escolas
No formato electrónico do DN Online, Elsa Costa e Silva apresenta um artigo sobre a problemática dos rankings das escolas. Segundo a autora, um estudo desenvolvido em quatro escolas do distrito de Aveiro relaciona a boa posição do ranking das escolas à frequência de explicações, como também à formação académica dos pais. Como exemplo, apresenta um contraste entre duas escolas com posições bem distintas. Numa escola classificada em 4.º lugar no ranking nacional, 72% dos alunos tinham explicações e mais de 40% de pais eram diplomados; enquanto que numa escola posicionada em 506.º lugar, menos de metade dos alunos tinha apoio de professores fora das aulas e apenas 19% dos pais tinham passado pelo ensino superior.
"Podem as classificações obtidas em exame resultar de factores exteriores às aulas, nomeadamente de «bons explicadores», e não de «boas escolas»? Esta é uma das dúvidas levantada pelos autores da investigação, que apontam ainda o facto de vários estudos terem enfatizado «a importância do capital económico, social e cultural dos pais no apoio à escolarização dos seus filhos»".
Será que o recurso ao apoio extra-aulas é encarado pelos pais de que a escola pouco ensina? O que a escola pode fazer? Atendendo ao número cada vez mais elevado de novos professores no desemprego, não haverá uma solução que responsabilize a escola a dar esse apoio extra?
"Podem as classificações obtidas em exame resultar de factores exteriores às aulas, nomeadamente de «bons explicadores», e não de «boas escolas»? Esta é uma das dúvidas levantada pelos autores da investigação, que apontam ainda o facto de vários estudos terem enfatizado «a importância do capital económico, social e cultural dos pais no apoio à escolarização dos seus filhos»".
Será que o recurso ao apoio extra-aulas é encarado pelos pais de que a escola pouco ensina? O que a escola pode fazer? Atendendo ao número cada vez mais elevado de novos professores no desemprego, não haverá uma solução que responsabilize a escola a dar esse apoio extra?
segunda-feira, setembro 06, 2004
Manifesto a minha solidariedade com a revolta que alguns colegas têm vivido e vivem relativamente aos concursos para o exercício das suas funções. De igual forma, também me solidarizo com os novos colegas, como relata a Ivone, que se vêem nos seus primeiros anos de serviço metidos nas entrelinhas das sucessivas alterações. E sobre os professores que terminam os seus estágios que se vêem, após a sua formação, no fundo de desemprego? Que sentido faz a existência de formação de professores? É esta a sociedade em que queremos viver, que não adequa atempadamente mecanismos de forma a direccionar gente com vontade de trabalhar? Como sobrevivem? Que motivação terão um dia amanhã para exercer a sua profissão? A todos estes, já que nada mais posso fazer, aconselho para esburacarem por tudo que é lado, talvez assim consigam outra profissão que não seja aquela por que tanto lutaram. Será justo?!?
quarta-feira, junho 30, 2004
Concursos de professores
Até ao ano anterior, os professores de ensino básico e secundário eram colocados no sistema de ensino de acordo com a sua classificação académica e profissional, ou seja, quem tinha melhor classificação estava acima dos que tinham classificação inferior.
Neste ano lectivo, para além de todas as novidades já conhecidas antes da abertura dos concursos entre as quais a passagem para a 2ª prioridade dos professores que tinham leccionado nos dois anos lectivos anteriores em escolas particulares, surgiu ainda uma outra novidade mas esta depois da abertura do concurso. Esta novidade a que me refiro foi a passagem para 2ª prioridade dos que tinham realizado o estágio no ano lectivo anterior, como é o meu caso.
O decreto de lei que regulamenta o concurso de docentes diz que concorrem na 2ª prioridade os professores que ?não tenham prestado funções, num dos dois anos lectivos anteriores, em estabelecimentos de educação ou de ensino públicos? e, dois dias depois da abertura do concurso, a direcção geral da administração educativa (DGAE) diz que na 2ª prioridade concorrem os professores que ?não tenham prestado funções em estabelecimentos de educação ou de ensino públicos, na qualidade de profissionalizados.? Alteraram o regulamento de um concurso depois da sua abertura o que, pelos meus poucos conhecimentos jurídicos, não é legal. Segundo a opinião da DGAE o que ocorreu foi um esclarecimento do decreto de lei. Será que foi isso? Ou foi antes uma forma que encontraram para ?tapar o sol com a peneira??
Gostaria ainda de salientar que, com a alteração a que me referi, passam à minha frente professores que apenas exerceram funções durante um dia, num estabelecimento de educação ou de ensino públicos, num dos dois anos lectivos anteriores, mesmo que estes tenham uma classificação profissional muito inferior à minha.
Decidi escrever agora sobre este assunto porque embora já se tenha passado à algum tempo continua a incomodar-me. Primeiro não deixaram concorrer os que estavam a terminar o estágio, depois, entre as muitas alterações, passaram para a 2ª prioridade os que terminaram o estágio no ano lectivo anterior, o que virá a seguir??
Neste ano lectivo, para além de todas as novidades já conhecidas antes da abertura dos concursos entre as quais a passagem para a 2ª prioridade dos professores que tinham leccionado nos dois anos lectivos anteriores em escolas particulares, surgiu ainda uma outra novidade mas esta depois da abertura do concurso. Esta novidade a que me refiro foi a passagem para 2ª prioridade dos que tinham realizado o estágio no ano lectivo anterior, como é o meu caso.
O decreto de lei que regulamenta o concurso de docentes diz que concorrem na 2ª prioridade os professores que ?não tenham prestado funções, num dos dois anos lectivos anteriores, em estabelecimentos de educação ou de ensino públicos? e, dois dias depois da abertura do concurso, a direcção geral da administração educativa (DGAE) diz que na 2ª prioridade concorrem os professores que ?não tenham prestado funções em estabelecimentos de educação ou de ensino públicos, na qualidade de profissionalizados.? Alteraram o regulamento de um concurso depois da sua abertura o que, pelos meus poucos conhecimentos jurídicos, não é legal. Segundo a opinião da DGAE o que ocorreu foi um esclarecimento do decreto de lei. Será que foi isso? Ou foi antes uma forma que encontraram para ?tapar o sol com a peneira??
Gostaria ainda de salientar que, com a alteração a que me referi, passam à minha frente professores que apenas exerceram funções durante um dia, num estabelecimento de educação ou de ensino públicos, num dos dois anos lectivos anteriores, mesmo que estes tenham uma classificação profissional muito inferior à minha.
Decidi escrever agora sobre este assunto porque embora já se tenha passado à algum tempo continua a incomodar-me. Primeiro não deixaram concorrer os que estavam a terminar o estágio, depois, entre as muitas alterações, passaram para a 2ª prioridade os que terminaram o estágio no ano lectivo anterior, o que virá a seguir??
quinta-feira, junho 10, 2004
Multidisciplinaridade
Na revista "Única" do Jornal EXPRESSO, do dia 5 de Junho, li um artigo do Professor Nuno Crato sobre multidisciplinaridade.
Refere que esta prática, defendida acerrimamente por alguns pedagogos, pode não ser sinónimo de qualidade, havendo boa e má multidisciplinaridade.
Torna-se necessário que o docente, ao desenvolver projectos em parceria com professores de outras disciplinas tenha consciência de que estes trarão benefícios à aprendizagem dos conteúdos.
Nuno Crato alerta para o risco de o entusiasmo em torno do diálogo entre as disciplinas, fazer-nos esquecer a nossa própria disciplina.
"...um ensino que se centre em "projectos" e se esqueça das disciplinas, apenas pode conduzir a um treino vago e sem suporte em conhecimento substantivo, indispensável à capacidade de raciocinar e criar."
Ao desenvolvermos bons projectos multidisciplinares, podemos ajudar os alunos a pensar nos conceitos e a relaciona-los com outras ideias matemáticas, bem como nas suas aplicações à Biologia, Física, Química, Medicina, Política, etc.
Cabe-nos a nós, professores de Matemática, a responsabilidade de, em colaboração com professores de outras disciplinas, elaborar actividades válidas que desenvolvam o raciocínio, a compreensão e aptidões matemáticas, assim como competências de comunicação através de variadas linguagens e tecnologias, incentivando, desta forma, os alunos a interagir activamente e de modo critico com o meio físico e social.
A proposta do Professor Floriano sobre o tabagismo seria uma óptima oportunidade para os alunos, através de um projecto multidisciplinar, cruzarem conhecimentos, partindo de outros previamente adquiridos.
Refere que esta prática, defendida acerrimamente por alguns pedagogos, pode não ser sinónimo de qualidade, havendo boa e má multidisciplinaridade.
Torna-se necessário que o docente, ao desenvolver projectos em parceria com professores de outras disciplinas tenha consciência de que estes trarão benefícios à aprendizagem dos conteúdos.
Nuno Crato alerta para o risco de o entusiasmo em torno do diálogo entre as disciplinas, fazer-nos esquecer a nossa própria disciplina.
"...um ensino que se centre em "projectos" e se esqueça das disciplinas, apenas pode conduzir a um treino vago e sem suporte em conhecimento substantivo, indispensável à capacidade de raciocinar e criar."
Ao desenvolvermos bons projectos multidisciplinares, podemos ajudar os alunos a pensar nos conceitos e a relaciona-los com outras ideias matemáticas, bem como nas suas aplicações à Biologia, Física, Química, Medicina, Política, etc.
Cabe-nos a nós, professores de Matemática, a responsabilidade de, em colaboração com professores de outras disciplinas, elaborar actividades válidas que desenvolvam o raciocínio, a compreensão e aptidões matemáticas, assim como competências de comunicação através de variadas linguagens e tecnologias, incentivando, desta forma, os alunos a interagir activamente e de modo critico com o meio físico e social.
A proposta do Professor Floriano sobre o tabagismo seria uma óptima oportunidade para os alunos, através de um projecto multidisciplinar, cruzarem conhecimentos, partindo de outros previamente adquiridos.
quinta-feira, maio 27, 2004
Tabagismo
Quando procuramos introduzir/trabalhar determinados conceitos matemáticos, tende-se a procurar situações de contexto real. Tendo hoje assistido a uma conferência sobre o Tabagismo, dei comigo a pensar como este tema pode ser debatido, num contexto matemático, ao nível da sala de aula. Em qualquer ano escolar pode ser feito um estudo, com os sujeitos da própria escola, sobre os fumadores/não fumadores; as despesas efectuadas pelos fumadores; as doenças associadas ao Tabaco; etc. Este exemplo, para além de consciencializar os jovens dos malefícios do Tabaco, também permite "mostrar" aos alunos a importância da Matemática na interpretação/prevenção de fenómenos do dia-a-dia.
quarta-feira, março 17, 2004
A Matemática surge até aos nossos tempos através de uma evolução que, de algum modo, acompanha a da Humanidade. Grandes feitos e grandes vultos estiveram por trás de tal evolução. Deste modo, a grandiosidade das obras/descobertas efectuadas pelo Homem surge como elemento de estudo na História da Matemática. Podemos assim analisar a dimensão da actividade laboral e intelectual do Ser humano que está por detrás desta ciência. Podemos de igual modo constatar outros aspectos de relevo, como algumas curiosidades: o primeiro quadrado mágico surgiu na China, desenhado na carapaça de uma tartaruga! Na Idade Média a principal função dos matemáticos era fazer previsões astrológicas! O cubo mágico tem mais de 43 triliões de possibilidades mas há pessoas que o conseguem resolver em menos de um minuto!
Ao nível pedagógico, é de destacar a importância em propor aos alunos trabalhos sobre temas ligados à História da Matemática, confrontar os processos/técnicas actuais com as de outros tempos, resolver problemas por processos antigos, compreender as formas de raciocinar desses tempos, e perceber a importância da evolução da Matemática na modernização da nossa sociedade.
Ao nível pedagógico, é de destacar a importância em propor aos alunos trabalhos sobre temas ligados à História da Matemática, confrontar os processos/técnicas actuais com as de outros tempos, resolver problemas por processos antigos, compreender as formas de raciocinar desses tempos, e perceber a importância da evolução da Matemática na modernização da nossa sociedade.
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Para quem acabou de obter uma licenciatura e se encontra no desemprego poderá interessar-lhe a seguinte notícia
"Estamos à procura de licenciados nas áreas de matemática, biologia, física e
química, para dar aulas em Angola.
http://leigosboanova.cjb.net
http://clientes.netvisao.pt/eduard20/portugue/gabelapr.htm
"Estamos à procura de licenciados nas áreas de matemática, biologia, física e
química, para dar aulas em Angola.
http://leigosboanova.cjb.net
http://clientes.netvisao.pt/eduard20/portugue/gabelapr.htm
sexta-feira, janeiro 16, 2004
Formar ou deformar? Grupo ou individualismo? Que significados atribuir? Ausência de palavra ou simplesmente uma mera disjunção/conjunção de interesses e de sentimentos? Qual o valor lógico de uma afirmação criada no plural, que a ausência tende a conjecturar como sendo uma negação ou uma implicação?
sábado, dezembro 13, 2003
Sendo o ProfMat um encontro que reflecte a vitalidade dos professores de Matemática, a participação em tal evento permite observar, ouvir e explorar um conjunto de acções com a finalidade de reflectir o que se vai fazendo e o que se pode fazer no Ensino da Matemática. Este ano a minha participação fez com que baptizasse três ex-estagiárias em tais andanças. Para além da novidade de tudo que envolve os ProfMats para estas participantes, começarem a sua participação com uma comunicação, foi de facto uma experiência que jamais esquecerei. O brio profissional com que, ao longo da elaboração dos seus textos e das comunicações, cada uma delas manifestou foi uma experiência que jamais tinha vivenciado. Só por isso valeu a pena ter participado no ProfMat 2003.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Parabéns
Queria felicitar a Vanda e o Professor Floriano, pela comunicação que levaram ao ProfMat. Sei que trabalharam em parceria e que foi uma opurtunidade muito enriquecedora para ambos. É bom ver que os nossos Professores confiam em nós e que nos abrem caminho para um "mundo" que por vezes pensamos ser apenas de quem já tem muita experiência. Fica também um alerta para os novos estagiários, ser estagiário não é ser menos capaz... E lembrem-se que partilhar experiências não nos deixa mais pobres, é partilhando que se evolui.
quarta-feira, novembro 26, 2003
ProfMat2003
Como todos devem saber, decorreu na semana passada o ProfMat2003 na cidade de Santarém.
Estive presente e participei neste encontro com a apresentação da comunicação “Abordagem da Estatística do 7º ano de escolaridade através de uma WebQuest”.
Começo por salientar o quão enriquecedor foi, em parceria com o professor Floriano, todo o processo de elaboração de uma comunicação sobre uma metodologia de pesquisa na Internet, a WebQuest, construída colaborativamente com os meus colegas de estágio, Sílvia e Paulo. Nesta comunicação, abordamos o conceito de WebQuest, as suas componentes, o trabalho colaborativo entre os estagiários e o nosso orientador, o professor Floriano, evidenciando a minha reacção e a dos meus alunos, relativamente à experiência desenvolvida.
Foi fantástico ter estado naquele frenesim dos corredores do Instituto politécnico de Santarém, ver algumas caras conhecidas como professores do liceu e da Universidade e sentir-me rodeada por uma enorme quantidade de pessoas com muito valor e que estavam lá para comunicar connosco através de um vastíssimo conjunto de painéis, conferências, grupos de discussão, comunicações, sessões práticas, apresentações de projectos e materiais relativos à Matemática e ao ensino da Matemática.
Gostei particularmente do dia em que apresentei a comunicação. Senti-me muito feliz por poder transmitir e partilhar com outros professores, uma experiência à qual tinha dedicado muita atenção e empenho.
A participação no ProfMat veio contribuir para o meu entusiasmo, dando-me força para continuar a procurar e experimentar novas práticas no ensino e avaliação dos alunos, com recurso às tecnologias.
Neste momento, como alguns de vocês, não estou a leccionar, daí ter sido tão importante esta vivência no ProfMat, que me incentivou a não desistir de permanecer em contacto com este mundo da Educação Matemática.
Estive presente e participei neste encontro com a apresentação da comunicação “Abordagem da Estatística do 7º ano de escolaridade através de uma WebQuest”.
Começo por salientar o quão enriquecedor foi, em parceria com o professor Floriano, todo o processo de elaboração de uma comunicação sobre uma metodologia de pesquisa na Internet, a WebQuest, construída colaborativamente com os meus colegas de estágio, Sílvia e Paulo. Nesta comunicação, abordamos o conceito de WebQuest, as suas componentes, o trabalho colaborativo entre os estagiários e o nosso orientador, o professor Floriano, evidenciando a minha reacção e a dos meus alunos, relativamente à experiência desenvolvida.
Foi fantástico ter estado naquele frenesim dos corredores do Instituto politécnico de Santarém, ver algumas caras conhecidas como professores do liceu e da Universidade e sentir-me rodeada por uma enorme quantidade de pessoas com muito valor e que estavam lá para comunicar connosco através de um vastíssimo conjunto de painéis, conferências, grupos de discussão, comunicações, sessões práticas, apresentações de projectos e materiais relativos à Matemática e ao ensino da Matemática.
Gostei particularmente do dia em que apresentei a comunicação. Senti-me muito feliz por poder transmitir e partilhar com outros professores, uma experiência à qual tinha dedicado muita atenção e empenho.
A participação no ProfMat veio contribuir para o meu entusiasmo, dando-me força para continuar a procurar e experimentar novas práticas no ensino e avaliação dos alunos, com recurso às tecnologias.
Neste momento, como alguns de vocês, não estou a leccionar, daí ter sido tão importante esta vivência no ProfMat, que me incentivou a não desistir de permanecer em contacto com este mundo da Educação Matemática.
segunda-feira, novembro 17, 2003
O erro da TV
Não sei se já souberam da gafe cometida numa das sessões do concurso "Quem quer ser milionário". Uma das questões colocadas à concorrente foi: "Quantas faces tem um trapézio?" Será que, para alguns, face e lado é a mesma coisa, será que a matemática continua a ser um bicho papão ou a ignorância é tanta que asneiras destas passam despercebidas?
sexta-feira, novembro 14, 2003
Na implementação de estratégias em grupo, a utilização das TIC podem favorecer a discussão na aprendizagem de conceitos matemáticos. Para isso as escolas têm que ter espaços próprios, nomeadamente salas equipadas com os recursos que tal utilização seja possível. Proporcionar oportunidades aos alunos se envolverem matematicamente, explorando, conjecturando propriedaes/relações de modo a incentivar os alunos à discussão dos diferentes resultados obtidos.
quinta-feira, outubro 16, 2003
Governo inglês recruta professores da UE. Numa altura em que há milhares de professores portugueses desempregados, as escolas britânicas continuam a abrir as portas a profissionais estrangeiros. A campanha enaltece os méritos e vantagens da profissão. (In http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20031016_3326)
quarta-feira, outubro 15, 2003
A partir do dia 13 de Outubro, os professores não colocados podem apresentar as suas candidaturas directamente nas escolas, para serem colocados em horários supervenientes." (In http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20031010_3314)
sábado, outubro 11, 2003
A implementação de estratégias em grupo, onde os alunos têm a oportunidade de debater e de esclarecer diferentes ideias sobre um dado assunto matemático, não favorecerá quer o aluno na sua aprendizagem, quer o professor em procurar ouvir mais os seus alunos? Será difícil incutir nos alunos uma cultura de interagirem uns com os outros e de procurarem dar uma resposta válida mas diferente do que a que já foi apresentada?
terça-feira, setembro 23, 2003
Quando um aluno diz que não gosta de Matemática porque os professores não se preocupam em ouvir aquilo que pensa, na minha opinião, demonstra que o aluno está muito interessado em aprender Matemática. Esta situação revela algumas condicionantes para a aprendizagem Matemática na sala de aula.
Quando um professor está na sala de aula, por um lado, tem como principal objectivo ensinar os alunos a aprender construindo bases sólidas para a aprendizagem que vão desenvolver durante toda a sua vida, o que implica ouvir as opiniões dos alunos.
Por outro lado, há um programa para cumprir e o tempo limitado de uma aula que é muito curto.
Assim, ouvir constantemente as opiniões de todos os alunos quase que pode ser considerada uma utopia. Sem dúvida que devemos ser utópicos, mas por vezes é preciso assentar os pés na terra e ver o que é possível em cada situação.
De facto, na minha opinião, devemos ouvir o mais possível a opinião dos alunos... mas será que pode ser sempre atendendo a que o tempo de que dispomos é tão escasso?
Uma professora que conheço, já muito experiente com um currículo invejável, relata: “Dos alunos mais pequenos aos maiores ficou a certeza de que o tempo que lhes dediquei foi sempre insuficiente para o que gostaria que eles tivessem aprendido”. É esse o meu sentimento relativamente ao ano lectivo anterior, ano do meu estágio, senti que não tive tempo para ensinar aos meus alunos tudo o que pretendia... mas por outro lado sinto-me feliz pelo que lhes consegui ensinar, e não falo apenas de conhecimentos matemáticos, falo também de valores, pois um professor é acima de tudo um educador.
Fica a convicção de que é muito importante acreditarmos no nosso trabalho e, acima de tudo, que podemos fazer mais e melhor.
Quando um professor está na sala de aula, por um lado, tem como principal objectivo ensinar os alunos a aprender construindo bases sólidas para a aprendizagem que vão desenvolver durante toda a sua vida, o que implica ouvir as opiniões dos alunos.
Por outro lado, há um programa para cumprir e o tempo limitado de uma aula que é muito curto.
Assim, ouvir constantemente as opiniões de todos os alunos quase que pode ser considerada uma utopia. Sem dúvida que devemos ser utópicos, mas por vezes é preciso assentar os pés na terra e ver o que é possível em cada situação.
De facto, na minha opinião, devemos ouvir o mais possível a opinião dos alunos... mas será que pode ser sempre atendendo a que o tempo de que dispomos é tão escasso?
Uma professora que conheço, já muito experiente com um currículo invejável, relata: “Dos alunos mais pequenos aos maiores ficou a certeza de que o tempo que lhes dediquei foi sempre insuficiente para o que gostaria que eles tivessem aprendido”. É esse o meu sentimento relativamente ao ano lectivo anterior, ano do meu estágio, senti que não tive tempo para ensinar aos meus alunos tudo o que pretendia... mas por outro lado sinto-me feliz pelo que lhes consegui ensinar, e não falo apenas de conhecimentos matemáticos, falo também de valores, pois um professor é acima de tudo um educador.
Fica a convicção de que é muito importante acreditarmos no nosso trabalho e, acima de tudo, que podemos fazer mais e melhor.
domingo, setembro 14, 2003
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