quinta-feira, outubro 16, 2003

Governo inglês recruta professores da UE. Numa altura em que há milhares de professores portugueses desempregados, as escolas britânicas continuam a abrir as portas a profissionais estrangeiros. A campanha enaltece os méritos e vantagens da profissão. (In http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20031016_3326)

quarta-feira, outubro 15, 2003

A partir do dia 13 de Outubro, os professores não colocados podem apresentar as suas candidaturas directamente nas escolas, para serem colocados em horários supervenientes." (In http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20031010_3314)

sábado, outubro 11, 2003

A implementação de estratégias em grupo, onde os alunos têm a oportunidade de debater e de esclarecer diferentes ideias sobre um dado assunto matemático, não favorecerá quer o aluno na sua aprendizagem, quer o professor em procurar ouvir mais os seus alunos? Será difícil incutir nos alunos uma cultura de interagirem uns com os outros e de procurarem dar uma resposta válida mas diferente do que a que já foi apresentada?

terça-feira, setembro 23, 2003

Quando um aluno diz que não gosta de Matemática porque os professores não se preocupam em ouvir aquilo que pensa, na minha opinião, demonstra que o aluno está muito interessado em aprender Matemática. Esta situação revela algumas condicionantes para a aprendizagem Matemática na sala de aula.
Quando um professor está na sala de aula, por um lado, tem como principal objectivo ensinar os alunos a aprender construindo bases sólidas para a aprendizagem que vão desenvolver durante toda a sua vida, o que implica ouvir as opiniões dos alunos.
Por outro lado, há um programa para cumprir e o tempo limitado de uma aula que é muito curto.
Assim, ouvir constantemente as opiniões de todos os alunos quase que pode ser considerada uma utopia. Sem dúvida que devemos ser utópicos, mas por vezes é preciso assentar os pés na terra e ver o que é possível em cada situação.
De facto, na minha opinião, devemos ouvir o mais possível a opinião dos alunos... mas será que pode ser sempre atendendo a que o tempo de que dispomos é tão escasso?
Uma professora que conheço, já muito experiente com um currículo invejável, relata: “Dos alunos mais pequenos aos maiores ficou a certeza de que o tempo que lhes dediquei foi sempre insuficiente para o que gostaria que eles tivessem aprendido”. É esse o meu sentimento relativamente ao ano lectivo anterior, ano do meu estágio, senti que não tive tempo para ensinar aos meus alunos tudo o que pretendia... mas por outro lado sinto-me feliz pelo que lhes consegui ensinar, e não falo apenas de conhecimentos matemáticos, falo também de valores, pois um professor é acima de tudo um educador.
Fica a convicção de que é muito importante acreditarmos no nosso trabalho e, acima de tudo, que podemos fazer mais e melhor.

domingo, setembro 14, 2003

O objectivo do conhecimento é melhorar a acção.

terça-feira, setembro 02, 2003

Justificação de um dado aluno porque não gostava de Matemática: "Não gosto de Matemática, porque os professores não se preocupam em ouvir aquilo que penso, o que interessa é o que eles dizem e escrevem no quadro."

quarta-feira, agosto 27, 2003

Todos nós passamos por experiências similares às relatadas pela Sara, pela Lara e pela Sofia. No processo da avaliação dos alunos, o papel que os directores de turma desempenham é, na minha opinião, demasiado complexo e de muita responsabilidade. Complexo, pela dificuldade de conciliar ideias e estratégias com todos os professores da turma; cada um pensa e actua à sua maneira. Responsabilidade, pelo acto social que caracteriza o processo de avaliação: até que ponto se estará a penalizar ou a benefeciar o futuro dos alunos? Contudo, tais experiências, que nos ajudam a crescer profissionalmente, fazem parte do currículo oculto da nossa profissão.

sexta-feira, julho 25, 2003

Infelizmente, o testemunho deixado pela Lara não é espécie rara ao longo da nossa profissão. Já passei por imensos casos destes ao longo da minha ainda curta experiência e, talvez por isso, nas reuniões de conselho de turma a que presido sou sempre a última a dar a opinião acerca da passagem ou retenção de um aluno. Por este motivo, já ouvi comentários do tipo: "Estou admirada! Rara é a directora de turma que não tenta puxar as notas dos seus alunos para eles passarem!" Só para fazerem uma ideia, este ano a minha direcção de turma era considerada a melhor do seu ano. No entanto, foi aquela em que reprovaram mais alunos.
Muitas vezes, questiono se estou a fazer bem ou mal, mas algumas situações que já vivi ao longo da minha actividade profissional têm vindo a dar-me razão.

sábado, julho 19, 2003

Nesta minha primeira leitura, constatei que aqui se debate um tema, muito interessante, que também me deixou muito decepcionada na minha experiência como estagiária: as REUNIÕES! Felizmente, aqui senti que algumas pessoas partilham, pelo menos em parte, a minha opinião. Gostaria de partilhar um momento muito especial da minha última reunião de conselho de turma do 8ºano... comentários deixarei para quem ler este breve testemunho....
Para melhor poder descrever o que se passou, vou tratar por "Zé" um dado aluno da minha turma. Fazendo uma breve contextualização, o "Zé" é um aluno que apesar de não ter dificuldades de aprendizagem, não revelou desde o inicio do ano qualquer interesse por nenhuma disciplina. Foi alvo de diversas faltas disciplinares (apesar de na minha disciplina não ter nenhuma pois nunca me faltou ao respeito, nem teve atitudes perturbadoras), nunca fez o trabalho de casa a nenhuma disciplina e apenas se interessava em gozar com alguns dos seus professores.
No momento em que se conferiam as notas lendo-as em voz alta, a directora de turma transmitiu que esse aluno apenas tinha 3 negativas e que por isso iria transitar de ano. O meu espanto foi tal que comentei:"Estou admirada!" . Após um breve murmurinho, um dos colegas diz que a sua nota está errada pois o "Zé" tinha avaliação negativa na sua disciplina. De seguida, outra colega disse que apenas deu classificação positiva porque a directora de turma tinha "pedido" dado que o aluno apenas tinha 3 negativas , e com a dela seriam quatro. Ou seja, o aluno na realidade tinha 5 negativas, mas tinham sido camufladas pela directora de turma!
Após uma demorada discussão de mais de 30 minutos, outra colega decide mudar a sua nota e dar classificação positiva porque tinha "pena" do aluno. O "Zé" nessa disciplina tinha obtido apenas duas classificações positivas baixas ao longo de todo o ano, e o comportamento bem como a sua aplicação já foi descrita. Para meu espanto, a directora de turma mais uma vez manobrou as notas de alguns colegas (que permitiram!) e o aluno transitou! A partir desse momento, dadas as comparações inevitáveis todas os outros alunos tiveram de passar, e apenas ficaram retidos dois alunos.
A minha revolta foi notória, e a questão que levantei foi: "Um aluno que nunca se esforçou para alcançar resultados positivos, que teve comportamentos inaceitáveis com alguns professores, que nem sequer obteve resultados positivos em 5 disciplinas, e transita de ano, qual acham que vai ser o seu comportamento e as suas atitudes no próximo ano lectivo?". Mas a culpa desta e muitas outras situações, que se geram nas escolas, será que é dos alunos? Da falta de educação/família? Ou será que é de alguns professores?
Sempre pensei que os professores tivessem um papel fundamental no combate à indisciplina... afinal foi assim que esse assunto foi debatido ao longo da minha licenciatura... fiquei "chocada" e de certa forma desiludida por ver colegas a premiar e a colaborar com esse tipo de comportamentos! Apenas espero que tenha sido um caso particular, mas sinto que muita coisa tem de ser feita para melhorar o ensino... e nós que ainda estamos a começar temos de ser capazes de combater com as poucas "armas" que ainda temos situações como estas... e não podemos nos deixar intimidar por comentários do género "São estagiários", "São inexperientes",... pois não somos nós que estamos errados! E só assim é que um dia poderemos sonhar com um ensino justo e coerente, para as gerações que nos seguirão!

quarta-feira, julho 16, 2003

No que respeita à existência destas reúniões e da análise de decretos e mais decretos, penso que faz parte da nossa profissão uma constante pesquisa e consequentemente um estudo de tais leis. Não considero assim tão importante uma disciplina na Universidade para nos dar conhecimento de todas estas borucracias. O que eu penso realmente é que estas reuniões não são aproveitadas para proveito do ALUNO. A culpa é nossa!!! Em todas as reúniões do meu 7º Ano insisti para criarmos estratégias para melhorar o comportamento de alguns alunos mas sentia o olhar dos meus colegas e quase que posso adivinhar os seus pensamentos: " É estagiária! Vamos despachar-nos!". Mas a verdade é que se um qualquer professor levar um assunto para a reunião o Conselho de Turma tem que debater o assunto, assim, pelo menos isto está nas nossas mãos mudar !!!

sexta-feira, julho 04, 2003

Partilho da opinião do Paulo, é necessário sair da universidade com conhecimentos mais práticos que nos facilitem a integração na realidade escolar. Disciplinas como Desenvolvimento Curricular e Organizaçao, deveriam na minha opinião ser mais concretas e menos teóricas. Deveriamos ter oportunidade de visualizar porque não algumas reuniões (em video), para assim termos ideia de como funcionam e da realidade que nos espera.
Relativamente às reuniões de Grupo e Departamento, que existem ao longo do ano lectivo e que só se realizam porque tem de ser. Penso que nestas, deveriam ser analisados os decretos de lei mais recentes e tudo aquilo que seja pertinente para um professor.
O que me fui apercebendo é que um professor vai crescendo com a prática e tem que efectuar um estudo continuo para se sentir preparado nos mais diversos aspectos.

quinta-feira, julho 03, 2003

Relativamente ao que o Paulo refere, quanto ao stress das reuniões e de determinadas burocracias da escola, os normativos estudados em disciplinas como Desenvolvimento Curricular e Organizacão e Administração Escolar não são suficientes? Como operacionalizar tal ideia numa cadeira como a de Metodologia. Criar cenários ficticios? Analisar documentação? Tal ritual não fará parte da aprendizagem com a prática? Não esquecer que a prática será a Universidade da vossa vida profissional. Pergunto-vos se nessas reuniães debatem estratágias para minimizar determinados comportamentos dos alunos, em elevar os indices de sucesso, em dialogar com os pais, em criar hábitos de trabalho nos alunos, ...
Estamos na fase das avaliações. Existem reuniões e mais reuniões, decretos de lei e mais decretos de lei. Ao longo do ano lectivo fomos confrontados com reuniões de departamento, conselhos de turma, conselho pedagógico e respectivas burocracias. Não acham que, para o bem dos futuros estagiários, no ano antecedente ao estágio, deveria existir um cadeira que contemplasse e simulasse este tipo de reuniões, pondo os alunos a par das realidades da nova escola e da sua orgânica?

quarta-feira, julho 02, 2003

"Pais para quê?" É um pensamento que está na cabeça de muitos dos pais dos nossos alunos. A escola é para os alunos e professores, "Pais para quê?" Sendo assim eu pergunto "Pais para quê no final do ano?" Nota-se uma relativa preocupação dos pais pelos seus filhos mas só no final do ano. Ainda se cultiva a cultura do "milagre do final do ano". A meu ver a maioria dos pais só está interesada em saber se terá de comprar novos manuais no próximo ano. Os alunos de hoje são depositados na escola no início do ano escolar e são recolhidos no final do mesmo, com pena dos pais pois já não há escola nas férias. Penso que se os pais acompanhassem em casa os seus filhos, e não falo num acompanhamento no sentido de lhes ensinar, se mostrassem interesse pelas actividades que eles desenvolvem na escola, os próprios alunos começariam a dar mais valor ao trabalho desenvolvido pela comunidade escolar.

domingo, junho 22, 2003

Partindo do pressuposto que todos reconhecemos a relevância do acompanhamento dos pais em relação aos seus filhos para o sucesso escolar dos mesmos, pareceu-me interessante partilhar convosco alguns aspectos que encontrei num documento elaborado pela Doutora Adelina Vilas-Boas da Universidade de Lisboa.
Inicialmente é referido que muitos são os estudos desenvolvidos em vários países do mundo e, também em Portugal que têm demonstrado as vantagens de uma colaboração mais estreita entre a escola, as famílias e as comunidades. Apesar da legislação vigorante apoiar este envolvimento, as dificuldades são muitas e as escolas parecem não ter capacidades para contrariar os padrões tradicionais de interacção com as famílias e a respectiva comunidade.
Neste perspectiva, é citado o estudo que Coleman e Tabin (1992) desenvolveram no Canadá com o objectivo de tentar identificar quais as atitudes facilitadoras da colaboração que influencia positivamente a aprendizagem dos alunos. Os autores referem uma série de passos a ser tidos em conta pelos professores que pretendam facilitar a colaboração com os pais: (1) assumir/compreender que a eficácia dos pais relativamente ao seu envolvimento individual no processo de ensino-aprendizagem depende da iniciativa e do convite dos professores; (2) legitimar a colaboração, lembrando aos pais os seus direitos e responsabilidades; (3) facilitar a colaboração, encorajar a colaboração, desenvolvendo actividades em que os pais e os filhos possam participar em conjunto, o que significa a aceitação do papel de mediador, mesmo entre os pais e os filhos; (4) reconhecer os resultados da colaboração, fornecendo uma informação atempada e adequada do desempenho dos alunos.
A aproximação à família torna-se em muitos casos um processo complicado, pelo facto de os professores que constituem um elemento chave na construção dessas parcerias, não estarem suficientemente preparados para desempenhar esse papel, sendo apontadas em vários estudos relativos à realidade portuguesa as seguintes atitudes: (1) Imagem negativa do papel parental; (2) relutância relativamente à participação dos pais na escola; (3) defesa do estatuto profissional e a preferência pelos pais da classe média que, além de terem uma competência científica semelhante à sua, são educadores esclarecidos.
Uma forma de ultrapassar estas barreiras que se apoiam, sobretudo, em preconceitos, passa pela formação dos professores. São referidos vários estudos desenvolvidos com o objectivo de compreender os factores que condicionam e dificultam a construção de parcerias entre a escola, a família e a comunidade e, por outro, identificar as estratégias que melhor contribuem para o desenvolvimento dessas parcerias.
Neste sentido, a autora refere três pontos fundamentais. Em primeiro lugar, a presença dos facilitadores e o papel crucial que desempenham na formação dos professores, como estrutura de mediação entre a escola e as outras duas instituições. Em segundo lugar, há que ter em conta que a construção de parcerias leva tempo e que dificilmente se constrói sem estruturas de mediação. Por fim, é importante reconhecer a existência de muitos professores que não parecem interessados neste envolvimento, considerando que o seu papel limitado ao ensino dos alunos dentro da sala se aula está muito bem como está.
Resta apenas questionar sobre o tipo de incentivos que será necessário promover para que, além da formação dos professores, do apoio na construção das parcerias e da legislação, o envolvimento parental e o contributo da comunidade sejam uma constante na vida das nossas escolas.

sábado, junho 14, 2003

Olá minha gente! Ando a ler uns livros do Rubem Alves, um educador, poeta, filósofo da educação, brasileiro. Tenho admirado muito a forma como, através de fábulas e de analogias, consegue dizer tanto em tão pouco que escreve. Deixo-vos com um pensamento dele:

Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
Naqueles cujos olhos aprenderam a ver
O mundo pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais...

Rubem Alves

quinta-feira, junho 12, 2003

O sucesso da aprendizagem de cada aluno é dependente de vários factores, pois é um trabalho e um dever de todos ( escola, família e sociedade). A família é o ponto de referência da nossa identidade, é com esta que o aluno começa o seu longo percurso de aprendizagem, principalmente ao nível de valores e princípios. Após a entrada dos alunos na escola, alguns pais pensam que a função de ensinar, acompanhar e incentivar os seus educandos termina, passando esta tarefa para o professor. Actualmente penso que uma grande parte das famílias já se apercebeu do quanto é importante um aluno ter um bom Background familiar, da necessidade do educando se sentir acompanhado e estimulado no seio da sua família para assim ter mais sucesso na sala de aula.
Na minha opinião, os filhos são o reflexo do ambiente que têm em casa, ou melhor ainda, são o reflexo dos pais que têm. Se os pais se interessarem pelo percurso escolar dos filhos e pelo seu desenvolvimento como seres humanos, com certeza os professores terão o trabalho facilitado uma vez que os problemas de desinteresse pela escola e indisciplina na sala de aula tenderão a reduzir bastante.

quarta-feira, junho 04, 2003

"O desenvolvimento científico dum país, o ambiente cultural numa família e o acompanhamento que os pais podem dar aos filhos são factores determinantes quando se tenta perceber as dificuldades de aprendizagem e domínio seja da Matemática, seja de outra disciplina curricular do aluno" (Prof. Dr. Graciano de Oliveira)

domingo, junho 01, 2003

No início do ano lectivo, foi quando surgiram as maiores dificuldades, uma vez que deparei-me numa nova situação e ainda com duas turmas de comportamentos difíceis. Alguns alunos eram bastante irrequietos e perturbadores o que por vezes dificultava a aprendizagem; o que também dificultou no início foi o facto de não ter qualquer tipo de experiências com alunos, mas com o decorrer do tempo as coisas foram melhorando.
Uma das grandes dificuldades sentidas ao longo do ano, era como motivar os vários alunos? Pois eles dificilmente se interessavam por qualquer assunto. Para remediar a situação, foram criadas algumas actividades práticas com o intuito de os envolver e de os incentivar no processo do ensino/aprendizagem, assim como alguns trabalhos de grupo desenvolvidos nas aulas para que a aprendizagem se desenvolvesse. Com estas actividades os alunos tornaram-se mais participativos e interessados em aprender.