Partindo do pressuposto que todos reconhecemos a relevância do acompanhamento dos pais em relação aos seus filhos para o sucesso escolar dos mesmos, pareceu-me interessante partilhar convosco alguns aspectos que encontrei num documento elaborado pela Doutora Adelina Vilas-Boas da Universidade de Lisboa.
Inicialmente é referido que muitos são os estudos desenvolvidos em vários países do mundo e, também em Portugal que têm demonstrado as vantagens de uma colaboração mais estreita entre a escola, as famílias e as comunidades. Apesar da legislação vigorante apoiar este envolvimento, as dificuldades são muitas e as escolas parecem não ter capacidades para contrariar os padrões tradicionais de interacção com as famílias e a respectiva comunidade.
Neste perspectiva, é citado o estudo que Coleman e Tabin (1992) desenvolveram no Canadá com o objectivo de tentar identificar quais as atitudes facilitadoras da colaboração que influencia positivamente a aprendizagem dos alunos. Os autores referem uma série de passos a ser tidos em conta pelos professores que pretendam facilitar a colaboração com os pais: (1) assumir/compreender que a eficácia dos pais relativamente ao seu envolvimento individual no processo de ensino-aprendizagem depende da iniciativa e do convite dos professores; (2) legitimar a colaboração, lembrando aos pais os seus direitos e responsabilidades; (3) facilitar a colaboração, encorajar a colaboração, desenvolvendo actividades em que os pais e os filhos possam participar em conjunto, o que significa a aceitação do papel de mediador, mesmo entre os pais e os filhos; (4) reconhecer os resultados da colaboração, fornecendo uma informação atempada e adequada do desempenho dos alunos.
A aproximação à família torna-se em muitos casos um processo complicado, pelo facto de os professores que constituem um elemento chave na construção dessas parcerias, não estarem suficientemente preparados para desempenhar esse papel, sendo apontadas em vários estudos relativos à realidade portuguesa as seguintes atitudes: (1) Imagem negativa do papel parental; (2) relutância relativamente à participação dos pais na escola; (3) defesa do estatuto profissional e a preferência pelos pais da classe média que, além de terem uma competência científica semelhante à sua, são educadores esclarecidos.
Uma forma de ultrapassar estas barreiras que se apoiam, sobretudo, em preconceitos, passa pela formação dos professores. São referidos vários estudos desenvolvidos com o objectivo de compreender os factores que condicionam e dificultam a construção de parcerias entre a escola, a família e a comunidade e, por outro, identificar as estratégias que melhor contribuem para o desenvolvimento dessas parcerias.
Neste sentido, a autora refere três pontos fundamentais. Em primeiro lugar, a presença dos facilitadores e o papel crucial que desempenham na formação dos professores, como estrutura de mediação entre a escola e as outras duas instituições. Em segundo lugar, há que ter em conta que a construção de parcerias leva tempo e que dificilmente se constrói sem estruturas de mediação. Por fim, é importante reconhecer a existência de muitos professores que não parecem interessados neste envolvimento, considerando que o seu papel limitado ao ensino dos alunos dentro da sala se aula está muito bem como está.
Resta apenas questionar sobre o tipo de incentivos que será necessário promover para que, além da formação dos professores, do apoio na construção das parcerias e da legislação, o envolvimento parental e o contributo da comunidade sejam uma constante na vida das nossas escolas.
domingo, junho 22, 2003
sábado, junho 14, 2003
Olá minha gente! Ando a ler uns livros do Rubem Alves, um educador, poeta, filósofo da educação, brasileiro. Tenho admirado muito a forma como, através de fábulas e de analogias, consegue dizer tanto em tão pouco que escreve. Deixo-vos com um pensamento dele:
Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
Naqueles cujos olhos aprenderam a ver
O mundo pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais...
Rubem Alves
Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
Naqueles cujos olhos aprenderam a ver
O mundo pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais...
Rubem Alves
quinta-feira, junho 12, 2003
O sucesso da aprendizagem de cada aluno é dependente de vários factores, pois é um trabalho e um dever de todos ( escola, família e sociedade). A família é o ponto de referência da nossa identidade, é com esta que o aluno começa o seu longo percurso de aprendizagem, principalmente ao nível de valores e princípios. Após a entrada dos alunos na escola, alguns pais pensam que a função de ensinar, acompanhar e incentivar os seus educandos termina, passando esta tarefa para o professor. Actualmente penso que uma grande parte das famílias já se apercebeu do quanto é importante um aluno ter um bom Background familiar, da necessidade do educando se sentir acompanhado e estimulado no seio da sua família para assim ter mais sucesso na sala de aula.
Na minha opinião, os filhos são o reflexo do ambiente que têm em casa, ou melhor ainda, são o reflexo dos pais que têm. Se os pais se interessarem pelo percurso escolar dos filhos e pelo seu desenvolvimento como seres humanos, com certeza os professores terão o trabalho facilitado uma vez que os problemas de desinteresse pela escola e indisciplina na sala de aula tenderão a reduzir bastante.
quarta-feira, junho 04, 2003
"O desenvolvimento científico dum país, o ambiente cultural numa família e o acompanhamento que os pais podem dar aos filhos são factores determinantes quando se tenta perceber as dificuldades de aprendizagem e domínio seja da Matemática, seja de outra disciplina curricular do aluno" (Prof. Dr. Graciano de Oliveira)
domingo, junho 01, 2003
No início do ano lectivo, foi quando surgiram as maiores dificuldades, uma vez que deparei-me numa nova situação e ainda com duas turmas de comportamentos difíceis. Alguns alunos eram bastante irrequietos e perturbadores o que por vezes dificultava a aprendizagem; o que também dificultou no início foi o facto de não ter qualquer tipo de experiências com alunos, mas com o decorrer do tempo as coisas foram melhorando.
Uma das grandes dificuldades sentidas ao longo do ano, era como motivar os vários alunos? Pois eles dificilmente se interessavam por qualquer assunto. Para remediar a situação, foram criadas algumas actividades práticas com o intuito de os envolver e de os incentivar no processo do ensino/aprendizagem, assim como alguns trabalhos de grupo desenvolvidos nas aulas para que a aprendizagem se desenvolvesse. Com estas actividades os alunos tornaram-se mais participativos e interessados em aprender.
Uma das grandes dificuldades sentidas ao longo do ano, era como motivar os vários alunos? Pois eles dificilmente se interessavam por qualquer assunto. Para remediar a situação, foram criadas algumas actividades práticas com o intuito de os envolver e de os incentivar no processo do ensino/aprendizagem, assim como alguns trabalhos de grupo desenvolvidos nas aulas para que a aprendizagem se desenvolvesse. Com estas actividades os alunos tornaram-se mais participativos e interessados em aprender.
sexta-feira, maio 30, 2003
O processo de avaliação não pode ser o resultado de mera rotina, mas sim, um meio que leve cada um dos implicados no processo ensino/aprendizagem a consciencializar-se do que aconteceu ao longo deste. Incide principalmente no que acontece na aula enquanto alunos e professores interagem. As Normas para a avaliação apelam mais à mudança do que a uma mera modificação nos testes. O que é avaliado pode ter grande influência no que é ensinado aos alunos. Segundo as Normas, é necessário haver mudanças nos processos e métodos através dos quais se obtém a informação.
Com a consciência que a avaliação é essencial ao sucesso educativo, tentei seguir as recomendações das Normas na recolha de informação útil à formação de um juízo. Assim, durante os dois períodos, para além das fichas de avaliação, avaliei os alunos preenchendo regularmente uma grelha de observação onde eram registados os seguintes aspectos, recomendados pelo grupo de Matemática: comportamento, utilização de vocabulário adequado, pertinência nas questões, hábitos de trabalho, participação nas actividades propostas, respeito pelos colegas, persistência e gosto por aprender.
Para complementar os meios de avaliação utilizados, para que os alunos sintam a necessidade de demonstrar os seus conhecimentos e consequentemente estudarem, todos os dias marquei trabalhos de casa, e fiz a verificação dos mesmos preenchendo uma grelha. Apesar da diversidade de meios de avaliação utilizados, em alguns casos as lacunas dos alunos só foram detectadas nas fichas de avaliação.
No início do ano, a expectativa era grande, pois tinha chegado o momento em que deixava o papel de aluna e passaria a desempenhar o papel com que sempre sonhei, o de professora.
Cabia-me a missão de preparar os alunos para a vida, pelo que pretendia que o processo ensino/aprendizagem fosse orientado num clima de liberdade, participação, cooperação, solidariedade, respeito mútuo, responsabilidade e autonomia, no sentido da formação integral.
A principal dificuldade com que deparei ao longo do ano foi a falta de pré-requisitos, nos alunos da turma do 9º ano. Além disso esta turma é muito heterogénea: em valores, atitudes e comportamento. Divide-se em dois grupos: os interessados, que estudam e participam e os que têm falta de bases tão grandes que acham que não vale a pena aplicarem-se na disciplina de matemática, indo às aulas apenas para não levar falta. Dos pertencentes a este último grupo, acho que consegui recuperar alguns. E quando digo recuperar não significa chegar a positiva só em termos de conhecimentos, mas chegar a positiva também em termos de interesse, empenho e participação.
Mas, o maior desafio foi motivar estes alunos no turno da tarde, ao último tempo. Pois a esta hora do dia revelam-se muito irrequietos, conflituosos e barulhentos. Apesar de todos os esforços da minha parte, nem sempre obtive sucesso.
Com a consciência que a avaliação é essencial ao sucesso educativo, tentei seguir as recomendações das Normas na recolha de informação útil à formação de um juízo. Assim, durante os dois períodos, para além das fichas de avaliação, avaliei os alunos preenchendo regularmente uma grelha de observação onde eram registados os seguintes aspectos, recomendados pelo grupo de Matemática: comportamento, utilização de vocabulário adequado, pertinência nas questões, hábitos de trabalho, participação nas actividades propostas, respeito pelos colegas, persistência e gosto por aprender.
Para complementar os meios de avaliação utilizados, para que os alunos sintam a necessidade de demonstrar os seus conhecimentos e consequentemente estudarem, todos os dias marquei trabalhos de casa, e fiz a verificação dos mesmos preenchendo uma grelha. Apesar da diversidade de meios de avaliação utilizados, em alguns casos as lacunas dos alunos só foram detectadas nas fichas de avaliação.
No início do ano, a expectativa era grande, pois tinha chegado o momento em que deixava o papel de aluna e passaria a desempenhar o papel com que sempre sonhei, o de professora.
Cabia-me a missão de preparar os alunos para a vida, pelo que pretendia que o processo ensino/aprendizagem fosse orientado num clima de liberdade, participação, cooperação, solidariedade, respeito mútuo, responsabilidade e autonomia, no sentido da formação integral.
A principal dificuldade com que deparei ao longo do ano foi a falta de pré-requisitos, nos alunos da turma do 9º ano. Além disso esta turma é muito heterogénea: em valores, atitudes e comportamento. Divide-se em dois grupos: os interessados, que estudam e participam e os que têm falta de bases tão grandes que acham que não vale a pena aplicarem-se na disciplina de matemática, indo às aulas apenas para não levar falta. Dos pertencentes a este último grupo, acho que consegui recuperar alguns. E quando digo recuperar não significa chegar a positiva só em termos de conhecimentos, mas chegar a positiva também em termos de interesse, empenho e participação.
Mas, o maior desafio foi motivar estes alunos no turno da tarde, ao último tempo. Pois a esta hora do dia revelam-se muito irrequietos, conflituosos e barulhentos. Apesar de todos os esforços da minha parte, nem sempre obtive sucesso.
A minha maior dificuldade é o de tentar ser a cada dia melhor professor. Esta procura de melhorar a forma como preparo as aulas, como explico os temas matemáticos, de tentar compreender melhor os alunos, bem como cumprir qualquer tarefa que está subjacente à função do professor, tem sido bastante gratificante para mim. Nem sempre consigo concretizar na generalidade aquilo que me proponho realizar, mas, por exemplo, o estudo de cada pormenor na preparação das aulas tem-me sido útil para avançar no caminho que penso ser mais próximo do ensino e aprendizagem significativos.
A minha experiência neste ano significou, no entanto, uma aproximação dos alunos o que permitiu que a dificuldade acima mencionada fosse atenuada.
Finalizo citando uma frase que define uma(s) dificuldade(s)/desafio(s) constante(s) para o professor, mas que ao mesmo tempo se torna a cada dia que passa o encanto do ensino:
"UM PROFESSOR É UM ESTUDANTE ETERNO, ESTIMULANDO AS MENTES NUMA AMIZADE INTEMPORAL".
domingo, maio 25, 2003
Em vez de maior dificuldade prefiro chamar-lhe maior desafio. Em turmas onde nem sempre os alunos estavam com vontade de trabalhar, o maior desafio foi sem dúvida, despertar-lhes a curiosidade para o que ia sendo abordado ao longo das aulas. Houve alturas em que o interesse surgia logo de início, com a proposta de um problema, uma questão ou uma actividade. Porém, dias houve em que não estavam dispostos a empenhar-se em nada do que eu lhes pudesse propor. Estes foram os momentos mais difíceis, pois sabia que de alguma maneira os teria que motivar para os assuntos que pretendia tratar. Foi difícil constatar a insatisfação e apatia com que alguns alunos encaravam a disciplina. Apesar de muitas vezes me sentir descontente e com a sensação de que alguns nada sabiam do que tinha sido trabalhado na sala de aula, não desisti, e recorrendo aos recursos materiais que a escola me ofereceu, tentei tornar as aulas mais dinâmicas, promovendo algumas experiências agradáveis, que favoreceram a aprendizagem e gosto pela matemática.
sexta-feira, maio 23, 2003
Ao longo do ano, deparei-me com vários desafios. Penso que não lhe poderei chamar dificuldades pois encarei-as como etapas/desafios a superar. Um deles foi conseguir o respeito na sala de aula. Confesso que era um dos receios que tinha quando iniciei este ano. Como nunca me tinha visto no papel de Professora, tinha receio de falhar quando enfrentasse pela primeira vez uma turma. Superada esta etapa sinto-me recompensada pela relação de amizade que consegui criar com os meus alunos. Hoje sinto um grande carinho por eles que também não me vêm apenas como a Professora de Matemática.
A avaliaçã deve ser desenvolvida não no final de cada período, mas diariamente. dentro e fora da sala de aula. São vários os aspectos que devemos ter em conta na avaliação dos alunos, os testes são claramenrte um instrumento de avaliação mas podem não ser necessariamente o principal. Hoje em dia os alunos passam mais tempo na escola com os Professores do que na companhia dos seus pais ou educadores. Nós Professores da Matemática não podemos simplesmente avaliar apenas os conhecimentos matemáticos dos nossos alunos se as nossas aulas não são exclusivamente matemática. Dentro da sala de aula vi-me durante este ano lectivo muitas vezes no papel de educadora. Neste sentido, há que valorizar outas componentes na avaliação. Tomei em consideração aspectos como o comportamento, participação, empenho, trabalhos de casa, participação em actividades desenvolvidas na escola relacionadas com a matemática e trabalhos de grupo dentro e fora da aula.
Muito se poderá dizer sobre a avaliação: é um dos campos mais trabalhados em educação, é a temática que mais se encontra nos meios de comunicação quando estes se referem ao ensino. A avaliação é antes de mais um processo de tomada de decisão que implica a construção de juízos de valor em relação ao aluno. Por se tratar de um processo subjectivo, susceptível de alguma falta de rigor, é forçoso torná-lo mais objectivo. Quanto mais critérios usarmos neste processo, mais objectivamente poderemos avaliar os nossos alunos.
No primeiro período a avaliação final dos meus alunos, baseou-se na participação durante as aulas, empenho e interesse que demonstravam aquando da realização de actividades, como por exemplo trabalhos de grupo sobre conteúdos já abordados ou como introdução ao estudo de algum tema, os testes, o trabalho de casa, a participação em actividades extra-currículares (enigma do mês) e o comportamento, tendo sido esta informação devidamente registada.
No segundo período e a acompanhar a minha evolução como professora, utilizei numa das turmas outros critérios de avaliação: um trabalho de pesquisa e investigação sobre Blaise Pascal e o famoso triângulo de Pascal. Os alunos teriam que apresentar um relatório com uma pequena introdução sobre a vida e obra de Pascal. A parte principal do relatório consistia na exploração de uma série de questões relativas a este arranjo triangular, onde mais importante do que as conclusões seriam os processos usados para lá chegarem. Foi ainda proposta a elaboração de uma conclusão, onde poderiam acrescentar informações que considerassem pertinentes acerca do assunto, bem como os sites ou bibliografia utilizada.
Além do relatório, a apresentação que cada grupo fez do respectivo trabalho, à turma, permitiu-me recolher aspectos importantes para a avaliação dos mesmos :Descrição e justificação dos procedimentos utilizados, correcção e clareza dos raciocínios, correcção dos conceitos matemáticos envolvidos, correcção e clareza da linguagem utilizada, dinâmica e criatividade.
Já no final do período, em virtude dos maus resultados obtidos no último teste, propus-lhes outro trabalho de grupo que consistia na exploração de alguns conteúdos abordados até à data e para dois dos grupos um novo tema, sendo eles a iniciar o estudo do mesmo. No início das aulas e por ordem dos conteúdos, os alunos fizeram a apresentação dos respectivos trabalhos. Durante duas semanas, foram eles os professores, causando-me grande satisfação a forma como quase todos se envolveram nesta actividade.
Como para todos vocês as webquests foram a grande novidade no que diz respeito a novos critérios de avaliação. Também aqui e à semelhança do era proposto na nossa webquest(Estudo estatístico sobre as notas da turma no período anterior), houve uma recolha de dados decisivos para a avaliação final dos meus alunos.
Sinto alguma curiosidade em saber até que ponto poderiam ser tão proveitosos na avaliação dos alunos a elaboração de portfolios.
Creio que teria sido interessante para os meus alunos se tivesse incentivado e proposto a sua elaboração, principalmente na turma do 8ºano. Pergunto-me como poderiam funcionar, de que forma me proporcionariam todo o conjunto de evidências a que se propõem e qual seria a atitude dos alunos perante a elaboração de tal dossier.
No primeiro período a avaliação final dos meus alunos, baseou-se na participação durante as aulas, empenho e interesse que demonstravam aquando da realização de actividades, como por exemplo trabalhos de grupo sobre conteúdos já abordados ou como introdução ao estudo de algum tema, os testes, o trabalho de casa, a participação em actividades extra-currículares (enigma do mês) e o comportamento, tendo sido esta informação devidamente registada.
No segundo período e a acompanhar a minha evolução como professora, utilizei numa das turmas outros critérios de avaliação: um trabalho de pesquisa e investigação sobre Blaise Pascal e o famoso triângulo de Pascal. Os alunos teriam que apresentar um relatório com uma pequena introdução sobre a vida e obra de Pascal. A parte principal do relatório consistia na exploração de uma série de questões relativas a este arranjo triangular, onde mais importante do que as conclusões seriam os processos usados para lá chegarem. Foi ainda proposta a elaboração de uma conclusão, onde poderiam acrescentar informações que considerassem pertinentes acerca do assunto, bem como os sites ou bibliografia utilizada.
Além do relatório, a apresentação que cada grupo fez do respectivo trabalho, à turma, permitiu-me recolher aspectos importantes para a avaliação dos mesmos :Descrição e justificação dos procedimentos utilizados, correcção e clareza dos raciocínios, correcção dos conceitos matemáticos envolvidos, correcção e clareza da linguagem utilizada, dinâmica e criatividade.
Já no final do período, em virtude dos maus resultados obtidos no último teste, propus-lhes outro trabalho de grupo que consistia na exploração de alguns conteúdos abordados até à data e para dois dos grupos um novo tema, sendo eles a iniciar o estudo do mesmo. No início das aulas e por ordem dos conteúdos, os alunos fizeram a apresentação dos respectivos trabalhos. Durante duas semanas, foram eles os professores, causando-me grande satisfação a forma como quase todos se envolveram nesta actividade.
Como para todos vocês as webquests foram a grande novidade no que diz respeito a novos critérios de avaliação. Também aqui e à semelhança do era proposto na nossa webquest(Estudo estatístico sobre as notas da turma no período anterior), houve uma recolha de dados decisivos para a avaliação final dos meus alunos.
Sinto alguma curiosidade em saber até que ponto poderiam ser tão proveitosos na avaliação dos alunos a elaboração de portfolios.
Creio que teria sido interessante para os meus alunos se tivesse incentivado e proposto a sua elaboração, principalmente na turma do 8ºano. Pergunto-me como poderiam funcionar, de que forma me proporcionariam todo o conjunto de evidências a que se propõem e qual seria a atitude dos alunos perante a elaboração de tal dossier.
quinta-feira, maio 22, 2003
A minha maior dificuldade sentida, por mim, ao longo do ano lectivo, foi conseguir o respeito e a admiração de um aluno muito especial. As enormes carências afectivas deste aluno provocavam um afastamento inevitável mas, com muita paciência, consegui ultrapassar este desafio. A realidade deste aluno, como da restante turma, fez-me repensar sobre a minha concepção de vida, e apercebi-me que ser professor é muito mais do que, simplesmente, transmitir conhecimentos. Ser Professor é ser Amigo, é ser Pai, Mãe, Irmão, Orientador... Com esta perspectiva todas as dificuldades se tornam em desafios e todos os obstáculos numa meta a atingir!!!|
terça-feira, maio 20, 2003
a avaliação é um processo que permite, a todos os envolvidos na aprendizagem do aluno, obter uma resposta dessa mesma aprendizagem. É um processo em que se reune e interpreta toda a informação relativa ao aluno.
Para avaliar, utilizei todos os instrumentos que tinha em meu poder acerca dos alunos: atitude, comportamento, assiduidade, pontualidade, esforço, trabalhos de projecto, fichas de trabalho, trabalhos de grupo, fichas de avaliação e trabalhos de casa, entre outros aspectos que fui observando nos alunos.
Para avaliar, utilizei todos os instrumentos que tinha em meu poder acerca dos alunos: atitude, comportamento, assiduidade, pontualidade, esforço, trabalhos de projecto, fichas de trabalho, trabalhos de grupo, fichas de avaliação e trabalhos de casa, entre outros aspectos que fui observando nos alunos.
domingo, maio 18, 2003
Avaliar é um acto complexo, à que considerar vários pontos positivos e inovadores, uma vez que facilitam o sucesso escolar de todos os alunos, valorizando principalmente o que sabem. As fichas de avaliação sumativas ajudam na avaliação dos alunos, mas não são suficientes, interessa destacar o alargamento do objecto da avaliação, incidindo em aspectos cognitivos, mas também nas atitudes, valores e capacidades reveladas. A importância da avaliação formativa, como reguladora do processo de aprendizagem, detectando e corrigindo eventuais desajustamentos.
Ao longo do ano utilizei como instrumentos de avaliação, fichas de avaliação sumativas, fichas de avaliação formativas, trabalhos de grupo, grelhas de observação. Houve a partir do 2º período maior controle na verificação dos trabalhos de casa, na assiduidade, pontualidade e observação directa e atenta do interesse e empenhamento dos alunos nas tarefas propostas. Foi feita uma webquest para os alunos do 8º ano, que vou utilizar como instrumento de avaliação do 3º período, uma vez que ainda está em fase de elaboração por parte deles.
Ao longo do ano utilizei como instrumentos de avaliação, fichas de avaliação sumativas, fichas de avaliação formativas, trabalhos de grupo, grelhas de observação. Houve a partir do 2º período maior controle na verificação dos trabalhos de casa, na assiduidade, pontualidade e observação directa e atenta do interesse e empenhamento dos alunos nas tarefas propostas. Foi feita uma webquest para os alunos do 8º ano, que vou utilizar como instrumento de avaliação do 3º período, uma vez que ainda está em fase de elaboração por parte deles.
As maiores dificuldades surgiram naturalmente no início do ano lectivo, pois deparei-me com duas realidades, a de leccionar pela primeira vez e o lidar com dois grupos de alunos com características diferentes.Essas dificuldades foram sendo superadas ao longo do ano lectivo, através do grande suporte fornecido pelos orientadores e também pela proactividade demonstrada pelos alunos.
No âmbito da sala de aula, penso que não houve muitas dificuldades, mas sim desafios que foram surgindo no desenrolar das aulas.
Desafios esses que foram, conseguir captar a atenção e motivação contínua dos alunos para os diversos conteúdos apresentados, bem como,desmistificar a ideia que a matemática era uma disciplina difícil, aborrecida e que causava a inércia dos alunos, para uma certeza atingida de que a matemática é uma disciplina interessante, divertida e importante para o futuro dos jovens alunos.
No âmbito da sala de aula, penso que não houve muitas dificuldades, mas sim desafios que foram surgindo no desenrolar das aulas.
Desafios esses que foram, conseguir captar a atenção e motivação contínua dos alunos para os diversos conteúdos apresentados, bem como,desmistificar a ideia que a matemática era uma disciplina difícil, aborrecida e que causava a inércia dos alunos, para uma certeza atingida de que a matemática é uma disciplina interessante, divertida e importante para o futuro dos jovens alunos.
sexta-feira, maio 09, 2003
A avaliação dos alunos é uma das questões mais complexas do sistema escolar, deve-se avaliar tendo como base ideais de imparcialidade, de seriedade e de rigor .O que se pretende, fundamentalmente com o processo de avaliação é que os alunos tenham consciência que as suas classificações surgem de uma comunhão entre vários factores, não dependendo somente dos resultados obtidos nas fichas de avaliação sumativa. Para além de se ter conhecimento de que o aluno atingiu, ou não os objectivos, é importante que a avaliação permita detectar dificuldades e estimular aprendizagens.A avaliação dos alunos do ensino básico é uma exigência, decorrente dos princípios e objectivos definidos para este nível de ensino no artigo 7º da Lei de Bases do Sistema Educativo. Entre estes princípios evidenciam-se para efeitos do modelo de avaliação a adoptar por cada professor, o da universalidade, obrigatoriedade e gratuitidade do ensino básico. A avaliação diagnóstica foi po mim utilizada na primeira aula com o objectivo de conhecer o nível cognitivo em que o aluno se encontra e algumas das dificuldades existentes.
Na planificação das aulas ao longo deste período, procurei seguir uma avaliação formativa, sendo esta considerada a principal modalidade de avaliação do ensino básico. Os alunos são avaliados não só pelos conteúdos que adquiriram, mas também pela avaliação das suas atitudes, interesses, destrezas e hábitos de trabalho. Esta avaliação implica a concepção e elaboração de instrumentos adequados e pertinentes que os chamados testes não contemplam. Constituindo um meio privilegiado de ajuda ao aluno, no sentido de o motivar e de lhe facilitar a progressão e participação na avaliação das suas aprendizagens. Recorri também, sempre que achei conveniente à realização de fichas de avaliação sumativa para verificar se foram apreendidos os principais objectivos.
O professor deve recolher e organizar informações sistematicamente, recorrendo por exemplo a grelhas de verificação e de observação; fichas de apoio; fichas de avaliação sumativa; trabalhos de casa; trabalhos de grupo; observação do caderno diário; trabalhos de projecto, como por exemplo o trabalho que resultou da WebQuest realizada no segundo período; aulas nos computadores, etc. É da competência do professor adquirir o seu sistema de observação, registo e intervenção, tendo sempre presente a colaboração dos alunos, que deverão ser informados desde o início de todos os critérios que o professor terá em conta na avaliação.
A avaliação dos alunos engloba vários intervenientes, isto porque, os resultados da mesma destinam-se a informar o próprio aluno, o professor, os pais e a escola sobre a sua evolução nos diferentes domínios da sua aprendizagem.
Na planificação das aulas ao longo deste período, procurei seguir uma avaliação formativa, sendo esta considerada a principal modalidade de avaliação do ensino básico. Os alunos são avaliados não só pelos conteúdos que adquiriram, mas também pela avaliação das suas atitudes, interesses, destrezas e hábitos de trabalho. Esta avaliação implica a concepção e elaboração de instrumentos adequados e pertinentes que os chamados testes não contemplam. Constituindo um meio privilegiado de ajuda ao aluno, no sentido de o motivar e de lhe facilitar a progressão e participação na avaliação das suas aprendizagens. Recorri também, sempre que achei conveniente à realização de fichas de avaliação sumativa para verificar se foram apreendidos os principais objectivos.
O professor deve recolher e organizar informações sistematicamente, recorrendo por exemplo a grelhas de verificação e de observação; fichas de apoio; fichas de avaliação sumativa; trabalhos de casa; trabalhos de grupo; observação do caderno diário; trabalhos de projecto, como por exemplo o trabalho que resultou da WebQuest realizada no segundo período; aulas nos computadores, etc. É da competência do professor adquirir o seu sistema de observação, registo e intervenção, tendo sempre presente a colaboração dos alunos, que deverão ser informados desde o início de todos os critérios que o professor terá em conta na avaliação.
A avaliação dos alunos engloba vários intervenientes, isto porque, os resultados da mesma destinam-se a informar o próprio aluno, o professor, os pais e a escola sobre a sua evolução nos diferentes domínios da sua aprendizagem.
quinta-feira, maio 08, 2003
Como resposta á pergunta colocada, e após uma pequena investigação, cheguei a uma conclusão que vai de encontro à minha opinião. Assim a avaliação "tradicional" centra-se na verificação das aprendizagens realizadas pelos alunos, predominantemente no aspecto cognitivo, tendo como objectivo final "medir" os conhecimentos adquiridos pelos alunos, a fim de lhes atribuir uma classificação.Para tal, nada melhor que o rigor das fichas de avaliação. Contudo este tipo de avaliação, para além de não avaliar outras capacidades cognitivas mais complexas, como a capacidade para resolver problemas, o desempenho dos alunos na sala de aula, incentiva ,segundo Gardner, em demasia à "memorização". Como tal torna-se necessário adquirir outros instrumentos de avaliação que se adaptem às novas realidades e a novas capacidades que se espera dos nossos alunos. A avaliação deve assim, identificar dificuldades e sugerir meios para ajudar os alunos, tendo como principal função a compreensão e o melhoramento da prática educativa. Assim ao longo deste período tentei diversificar os meus instrumentos de avaliação, que se estenderam ao controle dos trabalhos de casa, análise de atitudes,comportamentos,capacidades, interesse, na sala de aula, avaliação de trabalhos de pesquisa em grupo e já no final do período e príncipio deste, ao nível do sétimo ano, a avaliação de um trabalho com recurso à nossa webquest, e respectiva apresentação oral, ainda a realizar.
Tudo somado, parece que não chega. Cabe-nos a nós no futuro, tentar diversificar, ao máximo, instrumentos de avaliação, de forma a que realizemos uma avaliação que nos transmita uma informação cada vez mais precisa e correcta dos nossos alunos, tornando-a assim mais justa.
Tudo somado, parece que não chega. Cabe-nos a nós no futuro, tentar diversificar, ao máximo, instrumentos de avaliação, de forma a que realizemos uma avaliação que nos transmita uma informação cada vez mais precisa e correcta dos nossos alunos, tornando-a assim mais justa.
A avaliação foi o processo mais complicado com que me deparei ao longo deste ano. A avaliação processa-se a todos os momentos, em todas as aulas. As fichas de avaliação sumativa e formativa são os instrumentos mais usados neste processo tão complexo mas, a meu ver, são insuficientes para avaliar um aluno. Desde o início do ano lectivo que venho tirando informações dos alunos, a sua postura, receptividade, o empenho, participação, comportamento e muitos outros aspectos que considero fundamentais. Propus em todos os períodos trabalhos projectos para, deste modo, proporcionar mais um elemento palpável de avaliação para o discente. Neste sentido, atendi também aos trabalhos de grupo, elementos imprescindíveis para todo este processo. Não posso deixar de referir que todos os elementos de avaliação que utilizamos nunca são suficientes, assim, devemos sempre fazer mais para conhecer os nossos alunos.
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